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No dia 11 de setembro, a partir das 19 horas, na Embaixada do Brasil, em Berlim, na Alemanha, será realizado o lançamento da versão em alemão do livroCidadão do Mundo. O Brasil diante do Holocausto e dos judeus refugiados do nazifascismo – 1933-1948(„Weltbürger – Brasilien und die jüdischen Flüchtlinge 1933-1948“, Tradução de Marlen Eckl. Berlim: LIT Verlag,; Fapesp, 2014.). O livro, de autoria da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e coordenadora do Arquivo Virtual do Holocausto (ArqShoah), será lançado também em outras cidades alemãs: no dia 16 de setembro, às 19h30, em Marbach. Em 18 de setembro é a vez de Munique sediar uma apresentação sobre a obra, a partir das 19 horas.

No dia 24 de agosto, a partir das 17 horas, acontece o lançamento do livro A Rosa Branca, de Inge Scholl, em tradução organizada pelas professoras Tinka Reichmann e Juliana P. Perez, da Área de Alemão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. A publicação é da Editora 34. O local é o Goethe-Institut, na Rua Lisboa, 974, Pinheiros, São Paulo.

O evento contará com apresentação e debate com a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro e a jornalista Silvia Bittencourt. No lançamento também acontecerá a inauguração da exposição itinerante A Rosa Branca, idealizada pela Fundação Weiβe Rose (Alemanha) e composta por 17 painéis que mostram a história do grupo A Rosa Branca, que dá título ao livro. A mostra permanece no Goethe-Institut até o dia 21 de setembro e depois faz turnê por escolas e universidades.

Também haverá a exibição, às 19h30, do filme A Rosa Branca (Die Weiße Rose, 1982), ficção do diretor alemão Michael Verhoeven. O evento é gratuito e aberto ao público. Não é necessária inscrição prévia.

O livro Cidadão do Mundo. O Brasil diante do Holocausto e dos judeus refugiados do nazifascismo, da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, foi traduzido para o alemão, com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e lançado neste dia 09 de outubro na Feira de Livros de Frankfurt. Confira matéria sobre o livro clicando aqui.

O livro é resultado da tese de livre-docência de Maria Luiza, que é do Departamento de História da FFLCH e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade Racismo e Discriminação (LEER) da USP.

A Feira de Livros de Frankfurt é o maior encontro mundial no setor editorial. Em 2014, a obra será publicada na França pela editora L’Harmatann.

Do USP Online

Dia 11 de setembro, na Embaixada do Brasil, em Berlim, na Alemanha, a professora Maria Luiza Tucci Carneiro apresentou a versão em alemão do livro “Cidadão do Mundo. O Brasil diante do Holocausto e dos judeus refugiados do nazifascismo – 1933-1948″ (“Weltbürger – Brasilien und die jüdischen Flüchtlinge 1933-1948″, Tradução de Marlen Eckl. Berlim: LIT Verlag; Fapesp, 2014).

Professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenadora do Arquivo Virtual do Holocausto (ArqShoah), Maria Luiza aborda no livro, a partir de uma perspectiva nova e multifacetada, e considerando o contexto histórico e político internacional, a ambiguidade da política brasileira diante do holocausto e dos judeus refugiados do nazifascismo. O livro foi traduzido para o alemão com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e lançado em 2013 na Feira de Livros de Frankfurt, maior encontro mundial no setor editorial.

Maria Luiza concedeu uma entrevista para a Rádio SWR2 Journal am Mittag, na Alemanha, sobre o lançamento da obra. O áudio está disponível neste link.

Mais informações: email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Do USP Online

Dia 11 de setembro, na Embaixada do Brasil, em Berlim, na Alemanha, a professora Maria Luiza Tucci Carneiro apresentou a versão em alemão do livro “Cidadão do Mundo. O Brasil diante do Holocausto e dos judeus refugiados do nazifascismo – 1933-1948″ (“Weltbürger – Brasilien und die jüdischen Flüchtlinge 1933-1948″, Tradução de Marlen Eckl. Berlim: LIT Verlag; Fapesp, 2014).

Professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenadora do Arquivo Virtual do Holocausto (ArqShoah), Maria Luiza aborda no livro, a partir de uma perspectiva nova e multifacetada, e considerando o contexto histórico e político internacional, a ambiguidade da política brasileira diante do holocausto e dos judeus refugiados do nazifascismo. O livro foi traduzido para o alemão com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e lançado em 2013 na Feira de Livros de Frankfurt, maior encontro mundial no setor editorial.

Maria Luiza concedeu uma entrevista para a Rádio SWR2 Journal am Mittag, na Alemanha, sobre o lançamento da obra. O áudio está disponível neste link.

Mais informações: email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Do USP Online

Dia 27 de novembro, o auditório do Centro de Cultura Judaica, em São Paulo, recebe a palestra A Travessia dos Refugiados do Nazismo: De Apátridas a Cidadãos Brasileiros.

A convidada é a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, que fará a apresentação do livro Histórias Migrantes.

O evento começa às 20 horas, na Rua Oscar Freire, 2500, Pinheiros, São Paulo. A entrada é gratuita e os interessados devem realizar inscrições pelo Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Mais informações: www.culturajudaica.org.br/

No dia 15 de dezembro, das 18h30 às 21h30, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano, São Paulo), será realizado o lançamento do livro Transnistria, de autoria de Betty Hercovici e Malu de Castro. A obra conta a história de Betty Hercovici, uma sobrevivente do Holocausto.

O livro é mais uma publicação da Livraria Humanitas (ligada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP), em parceria com o Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER) dentro da coleçãoTestemunhos, projeto coordenado pela professora Maria Luiza Tucci Carneiro.

A série divulga as histórias de vida dos sobreviventes do Holocausto e refugiados do nazismo radicados no Brasil, um dos segmentos do projeto “Vozes do Holocausto” sob a responsabilidade do Arquivo Virtual do Holocausto (Arqshoah) do LEER.

Mais informações: email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com Malu Barreto de Castro Alterthum

Do USP Online

No dia 26 de março, às 20 horas, acontece palestra e lançamento do livro Dez mitos sobre os judeus – Gênese e persistência no mundo contemporâneo, de Maria Luiza Tucci Carneiro, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

A obra é uma viagem de exploração do imaginário e uma reflexão sobre a persistência da mentalidade intolerante contra os judeus. O livro reconstitui dez grandes mentiras com as quais convivemos diariamente, muitas vezes sem conhecer suas origens e propósitos.

O lançamento acontece no Midrash Centro Cultural (Rua General Venâncio Flores, 184, Leblon, no Rio de Janeiro, RJ), com entrada gratuita e aberta ao público geral.

Mais informações: email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Um novo projeto está sendo desenvolvido pelo Arquivo Virtual sobre Holocausto (Arqshoah). Os pesquisadores buscam judeus sobreviventes da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial para a gravação de depoimentos que expressem estas trajetórias de vida. A iniciativa é realizada sob a coordenação da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER), do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e que desde 2006 é a coordenadora e idealizadora do Arqshoah.

Pesquisadores buscam judeus sobreviventes da perseguição nazista

Segundo a professora Maria Luiza, após a gravação em vídeo, os testemunhos serão transcritos na íntegra pela equipe do Arqshoah e, posteriormente, transcriados para futura publicação no site do projeto. Os fatos históricos narrados pelos sobreviventes serão complementados por meio de um trabalho de pesquisa iconográfica e análise documental.

A equipe do Arqshoah pretende anexar, junto ao texto que narra a história de vida do sobrevivente, um conjunto de documentos históricos que complementam o relato do sobrevivente. Grande parte desse material pertence aos próprios sobreviventes, como passaportes, cartas trocadas com parentes e familiares que conseguiram emigrar para outros países da Europa ou das Américas, além de objetos que os próprios sobreviventes guardaram ao longo dos anos e que ilustram suas trajetórias.

Esses testemunhos somam informações aos documentos que vêm sendo coletados ao longo dos anos pela professora Maria Luiza, e que hoje fazem parte do acervo do Arqshoah: cópias de documentos obtidos no Arquivo Histórico do Itamaraty do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Fundo DEOPS/São Paulo, Museu Judaico de Bruxelas, dentre outros acervos. O resultado desse trabalho está sendo disponibilizado no site Arqshoah e também publicado na coletânea Vozes do Holocausto.

“Atualmente temos cerca de 150 depoimentos já coletados”, informa a professora Maria Luiza. Um outra vertente do projeto é incentivar esses mesmos sobreviventes a escreverem suas memórias para publicação na Coleção Testemunhos, série de livros que contam, de uma forma mais autoral, a trajetória daqueles que sobreviveram ao Holocausto e ao antissemitismo propagado pela Alemanha nazista e países colaboracionistas.

Financiamento
O projeto tem duração de seis meses e recursos do Instituto Samuel Klein em parceria com a Claims Conference e a União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social (UNIBES). Duas equipes de história oral, comandadas pela socióloga Raquel Mizhari e a historiadora Sarita Mucinic Sarue, ambas pesquisadoras do Arqshoah, estão encarrregadas de registrar os depoimentos em vídeos e digitalizar os documentos oferecidos pelos sobreviventes. De acordo com Maria Luiza, uma das formas de encontrar participantes em potencial é por meio de sugestões oferecidas por associações judaicas, amigos e parentes dos sobreviventes, assim como pelas redes sociais.

Para a professora, o projeto é uma maneira de investir contra o aparecimento de grupos que negam o Holocausto e propagam o ódio contra as minorias étnicas como os judeus, negros, ciganos e homossexuais. “Os sobreviventes têm a oportunidade de relatarem o que viveram, sendo que ainda há fatos desconhecidos, não apenas sobre suas próprias vidas, mas sobre a própria história do Holocausto e do nazismo. Além disso, existem outras vozes que se identificam com estes relatos; histórias de vida que se cruzam e que, muitas vezes, se complementam”, diz.

A professora explica que, de comum acordo com o Instituto Samuel Klein e UNIBES/Claims, parte do material será disponibilizado gratuitamente para as escolas, museus e arquivos brasileiros no formato de 10 DVDs acompanhados de livretos contendo as histórias de vidas dos sobreviventes.

Travessias
A professora coordena um outro projeto denominado Travessias: narrativas e representações dos sobreviventes do Holocausto. A iniciativa visa reunir material de intelectuais e artistas que fugiram do nazismo e se refugiaram no Brasil, como Otto Maria Carpeax (jornalista e crítico literário), Alice Brill (fotógrafa), László Zinner (escultor e desenhista), Árpád Szenes (pintor), Maria Helena da Silva (pintora), Felicja Blumental (pianista) e Paulo Ronai (tradutor), entre outros.

O projeto envolve uma equipe de pesquisadores internacionais: Beatriz de Las Heras e Antonio de Las Heras, ambos da Universidade Carlos III (Madrid); a historiadora Marlen Eckl, formada na Universidade de Viena (Áustria); Domingo Lilon, da Universidade de Pecs, na Hungria e Elda Evangelina Gonzalez Martinez, do CSIC/Madrid. Do Brasil, participam: Lucius de Mello, Silvia Lerner, Sarita Sarue, Nanci do Nascimento Souza, Laís Cardillo, Laura Lemmi Di Natale e Rachel Mizrahi. Indicada pelo Arquivo Nacional está a historiadora Claudia Beatriz Heynemann.

Neste projeto serão estudados as trajetórias que os judeus perseguidos durante a Segunda Guerra seguiram, a partir de determinados pontos de fuga (Alemanha, Áustria, Hungria, Polônia, Romênia, etc), passando por países de trânsito (Portugal, França, Espanha, Marrocos e Xangai) até chegar aos países de acolhimento e/ou de refúgio (Estados Unidos, Brasil, México, Argentina, Colômbia, Palestina/Israel, Xangai e França).

Foto: Wikimedia Commons

Mais informações: email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com a professora Maria Luiza Tucci Carneiro, ou (11) 3091-8598, email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., no LEER

Por Vinicius Palermo

Setenta anos após o fim da guerra, 284 sobreviventes do Holocausto vivem no Brasil. Com o objetivo de não deixar que as memórias desse grupo se apaguem, o projeto Vozes do Holocausto colherá, a partir deste mês, depoimentos, muitos deles inéditos, de judeus que fugiram para o Brasil e aqui recomeçaram a vida. Durante a primeira fase do projeto, uma equipe coordenada pelas historiadoras Rachel Mizrahi e Sarita Mucinic Sarue, ambas integrantes do Arqshoah (Arquivo Virtual Holocausto e Antissemitismo), coletará 90 depoimentos prioritários ao longo do primeiro semestre deste ano.Coordenadora do projeto, a professora Maria Luiza Tucci Carneiro, autora de livros como O antissemitismo na era Vargas (1930-1945) e Cidadão do mundo, ressalta que os arquivos pessoais dos sobreviventes contêm documentos importantíssimos que detalham a rota de fuga para o Brasil e registram a flutuação da posição do país ao longo do conflito. “Há cartas para despachantes de vistos e advogados, documentos de consulados e embaixadas no Brasil e no exterior”, conta. “Com isso, nós conseguimos identificar elementos importantes para a reconstituição da História e da cultura política brasileiras. É importante que tenhamos a consciência de que o Brasil não estava alheio ao que acontecia na Europa. Ele fecha suas portas, como vários outros países”, completa.Ainda de acordo com Maria Luiza, os testemunhos reforçam a documentação que dá prova de que o Brasil manteve e aplicou circulares secretas, mesmo após o governo Vargas, para impedir a entrada de judeus no país, o que fazia com que muitos entrassem se declarando católicos. Segundo a professora, o porquê da escolha do Brasil como rota de fuga é uma das principais perguntas feitas aos sobreviventes durante os depoimentos. O que se revela é que, diante da difi culdade de fugir para os Estados Unidos, destino preferido da maioria dos refugiados, mas onde existia um sistema de cotas restrito, os judeus começam a olhar para a América do Sul.Alguns judeus optam por vir para o país com visto de turista, apresentando passagens de ida e volta, e aqui se radicavam, mas sempre sob o risco de ter de regressar aos seus países. A professora explica que os sobreviventes recebiam incentivos de parentes que tinham vindo antes para o país. As associações judaicas na Europa ofereciam um novo passaporte, com um nome falso e a religião católica declarada, para facilitar a entrada no Brasil.O comércio de terras também teve importância no processo. “Companhias de navegação, em parceria com associações de colonização, produziam folhetos de propaganda para venda de terras no Brasil”, conta. Essa atividade ia de encontro à posição do governo brasileiro, que não via com bons olhos a chegada dos refugiados. O ponto final, depois de dois anos de coleta de depoimentos com o maior número possível de sobreviventes, será a produção de uma coleção impressa e digital e de material didático para enviar às escolas. Para Maria Luiza, o assunto precisa ser debatido de forma diferente nas salas de aula. “Estuda-se Segunda Guerra e fala-se um pouco do Holocausto, quando ele deveria ser um tema de projeção” afirma. O Arqshoah disponibiliza, em seu site, apostilas para o acesso de professores, com o objetivo de enriquecer o conhecimento e facilitar a transmissão para os alunos.O Vozes do Holocausto é realizado pelo Arqshoah e pelo Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação da USP (Leer-USP), em parceria com a União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social e Claims Conference (UNIBES/Claims), com recursos do Instituto Samuel Klein.